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domingo, 21 de março de 2010

Vida Profissional



Trabalhei alguns anos como enfermeira num Hospital de Dia de Quimioterapia.

A minha experiência nesta área foi muito gratificante. Vivi de perto a situação dramática de muitos destes doentes, compartilhei com muitos deles o que Deus é para aqueles que contam com Ele como companheiro, durante as mais difíceis situações da vida.

Passaram pelo Hospital de Dia centenas de doentes, alguns desesperados,outros desiludidos,uns crentes outros não crentes. Era muito diferente a forma como aqueles que conheciam e tinham alguma relação com Deus se comportavam; sempre confiantes, sempre com esperança que as coisas melhorassem e aceitando serenamente semana após semana, as dificuldades inerentes à administração dos tratamentos.

Nunca me senti deprimida por estar a tratar doentes com patologia oncológica, mas quando chegava a casa os problemas dos meus queridos doentes eram de alguma maneira com partilhados por mim, não me apetecia abrir os estores das janelas, e numa oração também silenciosa,dizia a Deus o que sentia o meu coração,solidário com os que sofrem.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Enfarte do Miocardio


"Enfarte agudo do miocárdio (EAM), popularmente conhecido como ataque cardíaco, é um processo que pode levar à morte, por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigénio O tratamento busca diminuir o tamanho do enfarte e reduzir as complicações pós enfarte. Envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da evolução da doença, uso de medicações e procedimentos chamados invasivos, como angioplastia coronária e cirurgia cardíaca."" O tratamento é diferente conforme a pessoa, já que áreas diferentes quando a localização e tamanho podem ser afectadas, e resposta de cada pessoa ao enfarto ser particular".

“Muitas vezes nos deparamos com ocorrências de enfarte do miocárdio em pessoas que aparentemente não faziam parte dos grupos de risco, ou seja, eram aparentemente saudáveis, não fumadores sem problemas com hipertensão, colesterol elevado e diabetes, e sem histórico familiar de doenças do coração. Mas, mesmo assim, o enfarte veio fulminante.”

Dados do Instituto do Coração mostram que cerca de 40% dos pacientes de doenças coronárias não apresentam os chamados factores clássicos de risco.

“É uma lesão no músculo cardíaco causada pela obstrução da artéria coronária, responsável pela irrigação do coração.
Quando a artéria obstrui, parte do músculo cardíaco (miocárdio) deixa de receber sangue e nutrientes. Cerca de 20 minutos depois, essa privação mata os tecidos da região atingida. Quanto maior a artéria bloqueada, maior a área afectada.”
Sintomas:- dor ou forte pressão no peito;- dor no peito reflectindo nos ombros, braço esquerdo (ou os dois) pescoço e maxilar;- dor abdominal;- suor, palidez, falta de ar, perda temporária de consciência, sensação de morte eminente;- náuseas e vómitos."Factores de risco:- histórico familiar de doença coronária;- idade (a partir dos 60 anos);- colesterol alto;- triglicerideos elevado;- hipertensão arterial;
-fumo;- stress;- Sedentarismo.
Obesidade;- diabetes- O prognóstico, ou seja, a previsão de evolução, será tanto mais favorável quanto menor a área de enfarto e mais precoce o seu tratamento"